quarta-feira, 26 de junho de 2013

Indicação para Tratamento de Osteopatia

Por: Felipe Ribeiro Mascarenhas
Fisioterapeuta
www.colunasemdor.com.br

Cervical
Cefaléias tensionais, torcicolos, cervicalgia, Síndrome do chicote, hérnias discais. É muito comum pacientes com cirurgia marcadas desistirem devido a surpreendente melhora.
Dorsal
Dorsalgias, neuralgia intercostal, dores costais. Algumas condições dolorosas da coluna dorsal são facilmente tratadas em apenas uma sessão.
Lombar
Lombalgia, lombociatalgia, ciática, hérnia discal, dor de cóccix, condições cirúrgicas. Talvez aqui seja a área de atuação onde a Osteopatia é mais reconhecida. Tanto pela grande frequência que pacientes com problemas lombares aparecem em nosso consultório, mas também pela recuperação extraordinária, rápida, e muitas fezes sem auxilio de remédio. Meus estudos dentro de empresas mostraram que trabalhadores de empresas com lombalgias, se recuperavam em menos da metade do tempo quando tratados com Osteopatia, em comparação aos que trataram com de forma conservadora. Possivelmente a Osteopatia seja uma grande arma a favor da Fisioterapia do Trabalho, em busca da diminuição dos afastamentos do trabalho.
Ombro
Periatrites, capsulite adesiva, ruptura de mangto, luxação, neuralgia cérvico braquial, algias braquiais, síndrome do desfiladeiro
Cotovelo
Tendinite, Síndrome do pronador
Punho
Entorses, tendinites, síndrome do túnel do carpo
Crânio
Neuralgia facial, zumbido, vertigens circulatórias, cefaléias, enxaquecas, sinusites, paralisia facial, dores de mandíbula, face e ATM. Tratamentos cranianos resolvem muitos casos de dores de cabeça e enxaquecas que muitas vezes não amenizam nem com medicamento. Além disso técnicas cranianas associadas aos tratamentos de Posturologia, são incríveis na melhora de problemas de ATM, e problemas de visão.
Quadril
Coxartrose, tendinites, neuralgia obturador
Joelho
Tendinites, entorses problemas de menisco e algumas condições cirúrgicas
Pé/tornozelo
Entorses, dores, metatarsalgia, tendinites, hálux valgo. Algumas condições de entorses agudos são tratadas com simples manipulações, reestabelecendo de forma imediata a funcionalidade da articulação.
Vísceras
Gastrite, refluxo gastro esofágico, hérnia de hiato, problemas de fígado e vesícula biliar, colite, constipação, cistites, dismenorreia. Problemas viscerais são extremamente comuns, e em muitos casos é possível se resolver problemas, que a medicina tradicional acredita só poder resolver com cirurgias. As gastrites e hérnias de hiato são condições muito comuns no dia a dia do consultório.
Pediatria
Dores do aparelho locomotor, escolioses, asma, otites, refluxo gastro esofágico, transtornos escolares. O que mais surpreende nos tratamentos pediátricos é a velocidade com que o corpo da criança se adapta, obtendo respostas extremamente rápidas.
Geral
Depressão, fadiga, estresse, espasmos, enfermidade de Crohn.

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História da Osteopatia

Autor: Dr. Felipe Ribeiro Mascarenhas C.O. - Fisioterapeuta - Osteopata
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A OSTEOPATIA foi o primeiro método de tratamento mediante manipulações. Seu criador Andrew Taylor Still (1864) pensava que, quando todas as partes do corpo estão em ordem, este se encontra são. E, ao contrário, quando não estão, pode instalar-se uma enfermidade. A OSTEOPATIA é uma concepção diagnóstica e terapêutica manual das disfunções de mobilidade articular e tecidual em geral. Refere-se a um sistema terapêutico baseado na crença de que o corpo, em sua função estrutural normal e com nutrição adequada, é capaz de se defender contra a maior parte das condições patológicas.
O osteopata procura conquistar a mecânica corporal normal para a boa saúde. O sistema músculo esquelético está intimamente ligado a outros sistemas do corpo pelos sistemas nervosos voluntário e involuntário; isso indica que o sistema músculo-esquelético é um espelho da boa saúde e da doença. O osteopata considera o corpo como uma unidade integrada, compreendendo as múltiplas funções complexas e estruturas interligadas. Andrew Taylor Still nasceu em 16 de Agosto de 1829 em Jonesborough na Virgínia. Seu pai Abraham era médico e pastor metodista. Este iniciou Andrew muito cedo na medicina. A vida dos pioneiros do Meio Oeste faz ele viver próximo aos índios e a natureza. Isto marcará suas futuras concepções. Muito jovem Andrew sofria de dores de cabeça e náuseas. Um dia, durante um episódio com dores de cabeça foi sentar-se num balanço que seu pai havia amarrado num galho de árvore. Como se sentia mal, resolveu retirar o assento do balanço, e deitou-se no chão repousando a nuca contra a corda. A dor diminuiu e ele adormeceu e, quando acordou, a dor havia desaparecido. Essa observação levou-o, posteriormente ao desenvolvimento da manipulação osteopática. Jovem, começa os estudos de medicina em Kansas City, no College of Physicians and Surgeons (Missouri).
Participou na Guerra de Sesseção como médico-cirurgião. Nesse período Still esteve deprimido ante sua impotência médica para aliviar os feridos. Depois da guerra decide voltar a estudar anatomia e fisiologia para tentar entender melhor o corpo humano. Havia adquirido a convicção de que a absorção de medicamentos apresentava inconvenientes para seus pacientes e acreditava na imunidade natural e que o corpo possui propriedades de autocura. Em 1864, uma epidemia de meningite cérebro-espinhal causou-lhe estragos.
Andrew perdeu vários de seus pacientes e três dos seus filhos. Nota em todos os pacientes que apresentam importantes dores dorsais. Em 22 de Junho de 1874, cura uma criança que sofria de disenteria hemorrágica. Comprova que o abdomem está frio enquanto que a parte baixa da coluna está quente. Compreende que as contraturas das costas estão relacionadas com o mal funcionamento do intestino. Então mobiliza a criança e, ao dia seguinte a mãe maravilhada diz que seu filho está curado. Era a primeira vez que colocava em prática suas observações. Decide então estudar a anatomia sobre o ser vivo e não sobre os livros que já não tinham nada a oferecer-lhe.
Por volta de 1880, as idéias de Still começaram a se cristalizar, após a sua experiência com uma paciente com queixas de dor no ombro. Ele mobilizou a coluna e as articulações costais, aliviando a sua dor. Esta mesma paciente, tempos depois, voltou para lhe dizer que após esse tratamento ela havia melhorado da asma, da qual sofria anteriormente. Sua reputação cresce rapidamente. Em 1892 funda The American School of Osteopathy em Kirskiville. Cria um doutorado de medicina osteopática, para diferenciá-lo do doutorado de medicina alopática. Resume seu pensamento em três obras: 1899: Phylosophy of Osteopathy 1908: Autobiography 1910: Osteopathy research and practice Seus trabalhos e fama molestam ao corpo médico e problemas aparecem. Em 1910, Flexner impede que outras escolas de osteopatia sejam abertas. Em 1917 a American Medicine Association (criada em 1850) se opõe a participação dos osteopatas para curar feridos de guerra. Protesto e petições fazem que o presidente Roosevelt intervenha e tome partido pela osteopatia. Em 1917, Andrew Taylor Still morre com 90 anos. A corrente osteopática segue.
Os colégios de osteopatia se multiplicam. A segunda geração de osteopatas: John Littlejohn que criou na Inglaterra a primeira escola de osteopatia. John Littlejohn nasceu em Glasgow em 1865, onde fez seus estudos de medicina. Emigra para os EUA e se consulta com Still. Seu tratamento lhe impressiona e decide aprender a osteopatia. Obteve em 1900 seu D.O. e funda em Chicago uma escola. Volta à Inglaterra e funda em 1917 em Londres o célebre colégio britânico: o BSO (British School of Osteopathy). Este colégio atualmente conta com 400 alunos e 100 professores. Sua clínica recebe 1000 pacientes por semana. Esta escola é patrocinada pela HRH da princesa Ana da Inglaterra. Ë a base da osteopatia da Europa. Nasce uma nova corrente nessa época da osteopatia graças à William Garner Sutherland. É o pai da terapia Crânio-Sacra. Igualmente aluno de Still. Sutherland, em 1885, descobriu a existência de um movimento desconhecido até então. Este movimento tem sua origem no cérebro e lhe chamou de movimento respiratório primário (Cranial Rythmic Impulse). Estudou as suturas dos ossos do crânio durante 30 anos para seus diagnósticos e tratamento.

Atualmente, outro osteopatas, alunos de Sutherland e Littlejohn, aprofundaram as técnicas e fundamentos científicos da osteopatia com o fim de evitar o empirismo e dar-lhe as bases científicas indispensáveis. Citamos: Werhan, Jones, Mitchell, Brook, Frymann, Magoun, Becker, Irvin Korr, Fryette, Hoover, Upledger...
A OSTEOPATIA é uma concepção diagnóstica e terapêutica manual das disfunções de mobilidade articular e tecidual em geral. Refere-se a um sistema terapêutico baseado na crença de que o corpo, em sua função estrutural normal e com nutrição adequada, é capaz de se defender contra a maior parte das condições patológicas. O osteopata procura conquistar a mecânica corporal normal para a boa saúde. O sistema músculo esquelético está intimamente ligado a outros sistemas do corpo pelos sistemas nervosos voluntário e involuntário; isso indica que o sistema músculo-esquelético é um espelho da boa saúde e da doença. O osteopata considera o corpo como uma unidade integrada, compreendendo as múltiplas funções complexas e estruturas interligadas.




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Estalando a Coluna! - Osteopatia

 Autor: Felipe Ribeiro Mascarenhas
Fisioterapeuta
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Existem hoje inúmeras formas de terapias que utilizam o estalar da coluna como tratamento, tais como o Quiropraxia, Osteopatia, Terapias Manuais, entre outro. Os leigos dizem até que o terapeuta “chegou a coluna no lugar”.
Mas o que é o estalo na coluna? O paciente corre algum risco? Mas afinal para que servem os estalos?
Calma! Vamos responder todas as suas questões.
O estalo na coluna nada mais é do que a abertura rápida ou brusca de uma articulação da coluna, igual quando estalamos os dedos quando os puxamos com força. Portanto não se trata de fratura na coluna, nem tão pouco de se “colocar uma vértebra no lugar”, como é dito popularmente.
Existem alguns riscos sim, neste tipo de manobra, pessoas com osteoporose, com suspeita de fratura, com calcificação de artérias tem contra-indicação a esse tipo de tratamento. Porém um profissional experiente terá condições de avaliar as indicações contra-indicações e riscos de cada paciente, e ainda utilizar outro tipo de técnica para o tratamento.
Os estalos? Sim eles aliviam as dores e relaxam a musculatura, mas não é só esse o beneficio que eles podem nos proporcionar. Para cada vértebra da coluna há um conjunto de nervos que correspondem a ela. Estes nervos enviam informações para músculos, pele, vasos sangüíneos, e vísceras (estomago, intestino etc.). Quando um músculo está tenso, existe uma alteração na vértebra que corresponde a esse músculo, e conseqüentemente, a pele, os vasos e vísceras que correspondem a essa vértebra também ficam alterados. Algumas dessas alterações podem passar desapercebidas, outras podem trazer efeito imediato como cólicas, prisão de ventre, dores de cabeça, gastrite. Uma dessas alterações, que fique por muito tempo pode até se transformar em patologia como, por exemplo, uma ulcera no estomago. Quando o profissional, bem preparado trata de seu paciente realizando manobras que produzem estalos, ele está desbloqueando o movimento da vértebra, o que gera um estimulo reflexo para que as funções de tudo aquilo que corresponda a ela se normalize. Normalmente temos a capacidade apenas de sentir o relaxamento muscular. Ufa! Que alívio!
Indicadas por uns, e contra-indicada por outros, podemos concluir que as manobras com estalo na coluna podem ser de grande benefício para qualquer pessoa, e quem a contra indica, o faz apenas por desinformação. Procure sempre um profissional que tenha uma boa formação.

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Espondilite Anquilosante

Autor: Felipe Ribeiro Mascarenhas


Fisioterapeuta
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ESPONDILITE ANQUILOSANTE

É uma forma de espondiloartrite crônica soro negativa caracterizada por comprometimento progressivo das articulações sacroilíacas e vertebrais com eventual ossificação nessas articulações e ao seu redor (anquilose óssea). As articulações proximais das extremidades, particularmente as do quadril, podem ser afetadas, bem como as articulações periféricas, principalmente nas extremidades inferiores.
Difere da A.R. em relação a sua imunogenética, idade de início, incidência de sexo, distribuição clínica, aspectos radiográficos e resposta à terapia (é considerada uma doença separada do tecido conjuntivo mais do que uma variante de doença reumatóide)


INCIDÊNCIA

Na década de 70 a E.A. era considerada uma doença reumatóide incomum com ocorrência predominante em homens jovens.
Quando formas menos graves da doença são reconhecidas, a E.A. é quase tão comum quanto a A.R., e também as mulheres jovens são afetadas quase tão frequentemente quanto homens jovens.
Tipicamente, o início é na fase adulta jovem e raramente após os 30 anos. Uma forma juvenil de E. A. pode começar tão cedo quanto aos 10 anos, associada com uma artrite periarticular


ETIOLOGIA

Sua causa precisa é desconhecida, porém a importância de um fator predisponente genético tem sido enfatizada pela descoberta de que 96% de caucasianos que sofrem de E.A. são portadores do antígeno tissular herdado HLA-B27, que serve como um marcador genético.
Esse antígeno é encontrado em 5% a 15% de todos os caucasianos
Dentre os portadores do antígeno apenas 20% desenvolvem E.A.

PATOGÊNESE E PATOLOGIA


A E.A. acomete o sítio de inserção dos tendões, ligamentos, fáscia e capsulas fibrosas articulares.
O processo patológico é uma fibrose progressiva e ossificação nessas partes moles periarticulares, eventualmente levando à anquilose óssea de toda a articulação
A doença começa nas articulações sacroilíacas e avança lentamente para cima ao longo da coluna vertebral, onde afeta a articulação facetária posterior
A coluna lombar pode ser poupada na fase inicial, mas é eventualmente comprometida
Os tecidos periarticulaes das articulações também são afetadas
Eventualmente as partes moles de ambos os tipos de articulação se ossificam, produzindo uma anquilose óssea que pode envolver toda a coluna, convertendo-a numa única massa rígida de osso.
As articulações vertebrais da coluna tornam-se comprometidas em um terço dos pacientes e os quadris são propensos a se tornar completamente anquilosados
Um elemento sistêmico de E.A. existe evidenciado por lesões que podem envolver olhos, pulmões, coração e glândula prostática

ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO
DA ESPONDILITE ANQUILOSANTE

- Paciente geralmente jovem
- Inicia com dor lombar vaga, gradual
- Se agrava com movimentos súbitos
- Não é aliviada com repouso
- Rigidez matinal da coluna persiste durante todo o dia
- Em contraste com dor lombar “mecânica”, a dor melhora com exercício físico
- Exame físico- dor sobre art. sacroilíacas e coluna vertebral, com espasmo muscular vertebral e perda da lordose lombar normal


- Dor na região calcânea – inserção do tendão de aquiles e fáscia plantar
- Progressão de sinais e sintomas é geralmente contínua, podendo ser intermitente
- Durante ou após 1 ano (ou mais) geralmente a doença se propaga para cima ao longo da coluna, tornando-se progressivamente mais rígidas
- Comprometimento das articulações costovertebrais – dor à respiração profunda, perda de movimento, diminuição da expansão torácica normal
- Formas mais graves de E.A., a coluna vertebral se torna progressivamente mais rígida e mais fletida
- Paciente é incapaz de olhar para cima e para frente
- Dificuldade de andar pelo quadril anquilosado
- Sua progressão é lenta e inflexível, porém pode estacionar espontaneamente em qualquer estágio
- RX – inicial: estreitamento do espaço cartilaginoso sacroilíaco e esclerose subcondral; pode haver ossificação da articulação
- fase tardia: ossificação do anel fibroso das sínfises intervertebrais “coluna de bambu”
- Manifestações clínicas sistêmicas: fadiga, perda de peso e febre baixa
- Exame laboratorial – pode revelar anemia
HLA-B27 não é um valor diagnóstico absoluto (20% ind. com HLA-B27 positivo desenvolvem a doença e nem todos os ind. com a doença possuem esse antígeno)
- Diagnóstico feito em bases clínicas e radiográficas



TRATAMENTO FISIOTERÁPICO



Objetivos:

1- diminuir a dor
2- manter ADM de todas as articulações para uma melhor função
3- manter ou ganhar força muscular
4- manter estabilidade articular
5- manter expansibilidade da caixa toráxica
6- promover independência nas AVDs
7- promover eficiência e segurança no padrão de marcha
8- retardo na evolução das deformidades



Condutas:

1- eletrotermofototerapia
2- mobilização passiva e ativa das articulações
3- exercícios isométricos e isotônicos
4- exercícios proprioceptivos
5- exercícios respiratórios
6- treinos de marcha
7- exercícios posturais





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Escolhendo um par de Tenis

Autor: Felipe Ribeiro Mascarenhas
Fisioterapeuta
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Nós sabemos que nossos tênis podem nos influenciar tanto positivamente quanto negativamente em nossas atividades. Sendo eles um instrumento de prevenção, quando mal utilizado podem ser os causadores de inúmeras lesões.

Seguem então algumas dicas para a hora de comprar seu tênis:

1. Observe seu tênis velho procurando achar todos seus defeitos, onde ele incomoda, onde ele sofreu maior desgaste, onde a costura cedeu...Procure então maior conforto e maior resistência nessas partes desgastadas na próxima compra.

2. Procure os tênis mais leves. Isso não significa que o tênis mais leve lhe dará maior desempenho. O maior desempenho depende do atleta, sua relação com o tênis e com outros fatores do meio que possam interferir.

3. Ao calçar o tênis o calcanhar deve estar firme e estável dos dois lados e atrás, e os dedos devem estar folgados à frente, restando 1 cm entre os dedos e o bico do tênis.

4. Os contrafortes (parte mais dura e resistente na parte de trás do tênis, que serve para dar mais firmeza e estabilidade nesta região) laterais e posterior devem ser bem resistentes, mas não muito duros, pois poderão machucar. Para testá-los basta apertá-los com o dedo.

5. Observe a qualidade da costura interna, pois uma costura mal feita e grosseira pode causar ferimentos nos pés.

6. É interessante se a palmilha tiver uma elevação na região lateral interna, para a acomodação do arco longitudinal medial do pé.

7. O solado deve ser flexível e levemente macio, para amortecer o impacto de sua atividade. Os calçados que vem com amortecedores devem ser escolhidos de acordo com sua preferência.

8. Quanto mais larga for a base da sola mais estável será o tênis porém a sola perderá em flexibilidade. O importante é achar um equilíbrio que melhor se adapte a você.

9. Observe a língua e o acolchoamento interno do tênis para maior conforto.
10. A diferença entre a altura da sola da ponta do tênis e a altura da sola da parte de trás do tênis não deve ser superior a 2,5 cm.

11. Para usar no dia-a-dia evite os tênis de cano alto.

12. Se você usa sempre palmilhas ortopédicas, caneleira, tornozeleira ou outros apetrechos, leve-os para realizar a compra de seu tênis, pois eles podem influenciar no tamanho e na escolha dele.
13. Para a prática de esporte procure tênis que seja projetado especificamente para a modalidade que irá praticar.

14. Para caminhadas e uso diário, tênis leve, flexível, e bem ventilado.

15. Para corrida, tênis leve, solado largo, caixa para os dedos larga, bem ventilado e com amortecedor.

16. Para futebol de salão, tênis de couro, com biqueira e contrafortes reforçados.

17. Para basquete, os de cano curto estão sendo cada vez mais usados e recomendados. Evite que sejam pesados, porém seus contrafortes devem ser bem resistentes.

18. Para ginástica na academia (local, aeróbica, etc.), a caixa para os dedos deve ser justa, bem reforçado nas laterais, com um ótimo sistema de absorção de impactos.
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Celulite

Autor: Mariana Buratti Mascarenhas
Fisioterapeuta
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Há várias controvérsias sobre as causas da celulite, popularmente se diz
que a sua causa está relacionada à gordura, porém a verdade é que a celulite
está ligada a vários fatores.
Estudos recentes mostram que a causa da celulite está mais ligada a
problemas de desequilíbrios hormonais, tendência genética, má circulação,
stress, fumo, sedentarismo, má qualidade de alimentação, disfunções
hepáticas, disfunção renal, constipação intestinal, desvios posturais (ex:
escoliose), desequilíbrios glandulares e metabólicos; ou seja, não são
somente as pessoas que estão acima do peso que desenvolvem a celulite,
qualquer pessoa, mesmo as magrinhas, poderão estar sujeitas sofrer da
famigerada celulite.

É definida como "um espessamento não inflamatório das capas subepidérmicas,
as vezes doloroso que se manifesta em forma de nódulos ou placas de variada
extensão e localização."
A celulite pode atingir qualquer parte do corpo, sendo que as mais atingidas
são: parte superior da coxa, interna e externamente, porção interna dos
joelhos, região abdominal, região glútea, e porção superior do braços,
anterior e posteriormente.

Pode ser identificada em três estágios: Celulite Branda (Grau I) ;

Celulite Média (Grau II); Celulite Grave (Grau III).

Dependendo do estágio a celulite pode causar muita dor no local acometido,
passando de problema estético para um problema de saúde real.

Todas as formas de celulite tem tratamento, desde que sejam empregadas os
melhores recursos dentro de um diagnóstico correto. Vários profissionais
poderão participar deste processo fisoterapeutas, nutricionistas,
educadores físicos e médicos, cada qual com suas condutas específicas.
A Fisioterapia Estética desenvolveu diversos recursos direcionando suas
técnicas para as causas da celulite. Assim utilizamos:

CRIOTERAPIA - com aplicação de gel crioterápico que provoca um
resfriamento superficial, causando contração muscular consequente da reação
de tremor, beneficiando o combate a flacidez , aumentando o metabolismo e
circulação local.

IONTOFORESE: promove melhor absorção de cosméticos com substâncias
ativas através de corrente polarizadas (Corrente Galvânica)

FONOFORESE: tem os mesmos efeitos da Iontoforese, porém é realizada
através do Ultra-som, que além de auxiliar na absorção da substâncias
ativas, age quebrando as aderências celulares que dá aspecto de "furinhos"
no local acometido pela celulite.

FORTALECIMENTO MUSCULAR POR ELETROESTIMULAÇÃO : para a melhora da
flacidez muscular que normalmente acompanha a celulite.

DRENAGEM LINFÁTICA: que é um importante recurso para o tratamento
da celulite, promovendo melhora na circulação sangüínea e linfática,
analgesia, combatendo as áreas congestionadas pela celulite.

Estes recursos utilizados em conjunto promovem uma melhora real na
celulite. Porém é preciso alertar que nenhum tipo de celulite, mesmo as de
Grau I tem cura, uma vez que se trata de uma degeneração das células
subepidérmicas; é preciso ficar atento para as promessas milagrosas de
produtos ou serviços estéticos que dizem curar e combater a celulite.
Quando procurar um serviço de estética use o bom senso e procure
profissionais capacitados para atender as suas necessidades.




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Cadeis Musculares - RPG

Autor: Felipe Ribeiro Mascarenhas
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O Método de Cadeias Musculares é um método que busca o equilíbrio muscular antero-posterior, latero-lateral do corpo humano, trazendo para ele maior equilíbrio de todas as suas estruturas, potencializando seu funcionamento como um todo. Melhorando desta forma a coordenação motora, equilíbrio e propriocepção.

A potencialização do funcionamento das estruturas humanas, equilíbrio e propriocepção, são fundamentais para o aumento da performance, que é o principal objetivo do esporte.

MézièreDeu início aos estudos de cadeias musculares em 1947. Já em 1949 com o método desenvolvido, apresentou seu método para comunidade científica da França, onde suas idéias foram totalmente rejeitadas.

Mas ela não desanimou, continuou seus estudos, aprimorando ainda mais o método, e o ensinando para quem quisesse aprendê-lo...


“Cadeia muscular é o conjunto de músculos de mesma direção e sentido, geralmente poliarticulares, que trabalham como se fossem um só, e se recobrem como telhas de um telhado.”
(F. Mézière)

Leis de Mézière

1. Toda tentativa de correção local leva imediatamente a uma compensação à distância.
2. Corrigindo-se todas as compensações sempre haverá uma tendência ao bloqueio em apnéia inspiratória.
3. Os membros sempre apresentam tendência a rotação interna.
4. Não existe cifose, somente lordose.


Alunos de F. Mézière
Marcel Bienfait - como já tinha formação em osteopatia, trouxe esta visão para o Método de cadeias musculares, descrevendo então cadeias Miofasciais.

Souchard - trouxe o método de cadeias musculares para o Brasil, com algumas modificações, e com explicações pouco científicas. Chamou o método, aqui no Brasil de R.P.G. (Reeducação Postural Global).

Godelieve D. Struif - Fisioterapeuta e osteopata, desenvolveu um método baseado nos ensinamentos de Mézière, o qual deu o nome de G.D.S. Além de modificar as estruturas das cadeias musculares, introduziu o aspecto psicocomportamental, para descrever as posturas.

Beziérs - introduziu os conceitos de coordenação motora, sistemas de força, e sistemas cruzados às cadeias musculares.

Leopold Busquet - baseado nos ensinamentos de Mézière, e nos conceitos de Beziérs, descreveu novas cadeias musculares.

Michael Hisand - Trabalha atualmente com o Método da Reconstrução Postural. É o método que mantém sues princípios o mais próximo do que era ensinado por Mézière, porém ele vem pesquisando evidencias científicas para os princípios que era enunciados por ela.

Thérèse Bertherat - Uma aluna bastante fiel a sua mestra, introduziu os conceitos de conciencia corporal. Trabalha seus pacientes individualmente, ou em grupos, através da antiginastica.



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