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A
OSTEOPATIA foi o primeiro método de tratamento mediante manipulações. Seu
criador Andrew Taylor Still (1864)
pensava que, quando todas as partes do corpo estão em ordem, este se encontra
são. E, ao contrário, quando não estão, pode instalar-se uma enfermidade. A
OSTEOPATIA é uma concepção diagnóstica e terapêutica manual das disfunções de
mobilidade articular e tecidual em
geral. Refere-se a um
sistema terapêutico baseado na crença de que o corpo, em sua função estrutural
normal e com nutrição adequada, é capaz de se defender contra a maior parte das
condições patológicas.
O osteopata procura conquistar a mecânica
corporal normal para a boa saúde. O sistema músculo esquelético está intimamente
ligado a outros sistemas do corpo pelos sistemas nervosos voluntário e
involuntário; isso indica que o sistema músculo-esquelético é um espelho da boa
saúde e da doença. O osteopata considera o corpo como uma unidade integrada, compreendendo as múltiplas
funções complexas e estruturas interligadas. Andrew Taylor Still nasceu em 16 de
Agosto de 1829 em Jonesborough na Virgínia. Seu pai Abraham era médico e pastor
metodista. Este iniciou Andrew muito cedo na medicina. A vida dos pioneiros do
Meio Oeste faz ele viver próximo aos índios e a natureza. Isto marcará suas
futuras concepções. Muito jovem Andrew sofria de dores de cabeça e náuseas. Um
dia, durante um episódio com dores de cabeça foi sentar-se num balanço que seu
pai havia amarrado num galho de árvore. Como se sentia mal, resolveu retirar o
assento do balanço, e deitou-se no chão repousando a nuca contra a corda. A dor
diminuiu e ele adormeceu e, quando acordou, a dor havia desaparecido. Essa
observação levou-o, posteriormente ao desenvolvimento da manipulação
osteopática. Jovem, começa os estudos de medicina em Kansas
City , no College of
Physicians and Surgeons (Missouri).
Participou
na Guerra de Sesseção como médico-cirurgião. Nesse período Still esteve
deprimido ante sua impotência médica para aliviar os feridos. Depois da guerra
decide voltar a estudar anatomia e fisiologia para tentar entender melhor o
corpo humano. Havia adquirido a convicção de que a absorção de medicamentos
apresentava inconvenientes para seus pacientes e acreditava na imunidade natural
e que o corpo possui propriedades de autocura. Em 1864, uma epidemia de
meningite cérebro-espinhal causou-lhe estragos.
Andrew
perdeu vários de seus pacientes e três dos seus filhos. Nota em todos os
pacientes que apresentam importantes dores dorsais. Em 22 de Junho de 1874, cura
uma criança que sofria de disenteria hemorrágica. Comprova que o abdomem está
frio enquanto que a parte baixa da coluna está quente. Compreende que as
contraturas das costas estão relacionadas com o mal funcionamento do intestino.
Então mobiliza a criança e, ao dia seguinte a mãe maravilhada diz que seu filho
está curado. Era a primeira vez que colocava em prática suas observações. Decide
então estudar a anatomia sobre o ser vivo e não sobre os livros que já não
tinham nada a oferecer-lhe.
Por
volta de 1880, as idéias de Still começaram a se cristalizar, após a sua
experiência com uma paciente com queixas de dor no ombro. Ele mobilizou a coluna
e as articulações costais, aliviando a sua dor. Esta mesma paciente, tempos
depois, voltou para lhe dizer que após esse tratamento ela havia melhorado da
asma, da qual sofria anteriormente. Sua reputação cresce rapidamente.
Em
1892 funda The American School of Osteopathy em
Kirskiville. Cria um
doutorado de medicina osteopática, para diferenciá-lo do doutorado de medicina
alopática. Resume seu pensamento em três obras: 1899: Phylosophy of Osteopathy
1908: Autobiography 1910: Osteopathy research and practice Seus trabalhos e fama
molestam ao corpo médico e problemas aparecem. Em 1910, Flexner impede que
outras escolas de osteopatia sejam abertas. Em 1917
a
American Medicine Association (criada em 1850) se opõe a participação dos
osteopatas para curar feridos de guerra. Protesto e petições fazem que o
presidente Roosevelt intervenha e tome partido pela osteopatia. Em 1917, Andrew
Taylor Still morre com 90 anos. A corrente osteopática segue.
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Os
colégios de osteopatia se multiplicam. A segunda geração de osteopatas: John
Littlejohn que criou na Inglaterra a primeira escola de osteopatia. John
Littlejohn nasceu em Glasgow em 1865, onde fez seus estudos de medicina. Emigra
para os EUA e se consulta com Still. Seu tratamento lhe impressiona e decide
aprender a osteopatia. Obteve em 1900 seu D.O. e funda em Chicago uma escola.
Volta à Inglaterra e funda em 1917 em Londres o célebre colégio britânico: o BSO
(British School of Osteopathy). Este colégio atualmente conta com 400 alunos e
100 professores. Sua clínica recebe 1000 pacientes por semana. Esta escola é
patrocinada pela HRH da princesa Ana da Inglaterra. Ë a base da osteopatia da
Europa. Nasce uma nova corrente nessa época da osteopatia graças à William
Garner Sutherland. É o pai da terapia Crânio-Sacra. Igualmente aluno de Still.
Sutherland, em 1885, descobriu a existência de um movimento desconhecido até
então. Este movimento tem sua origem no cérebro e lhe chamou de movimento
respiratório primário (Cranial Rythmic Impulse). Estudou as suturas dos ossos do
crânio durante 30 anos para seus diagnósticos e tratamento.
Atualmente,
outro osteopatas, alunos de Sutherland e Littlejohn, aprofundaram as técnicas e
fundamentos científicos da osteopatia com o fim de evitar o empirismo e dar-lhe
as bases científicas indispensáveis. Citamos: Werhan, Jones, Mitchell, Brook,
Frymann, Magoun, Becker, Irvin Korr, Fryette, Hoover,
Upledger...
A
OSTEOPATIA é uma concepção diagnóstica e terapêutica manual das disfunções de
mobilidade articular e tecidual em
geral. Refere-se
a um sistema terapêutico baseado na crença de que o corpo, em sua função
estrutural normal e com nutrição adequada, é capaz de se defender contra a maior
parte das condições patológicas. O osteopata procura conquistar a mecânica
corporal normal para a boa saúde. O sistema músculo esquelético está intimamente
ligado a outros sistemas do corpo pelos sistemas nervosos voluntário e
involuntário; isso indica que o sistema músculo-esquelético é um espelho da boa
saúde e da doença. O osteopata considera o corpo como uma unidade integrada,
compreendendo as múltiplas funções complexas e estruturas interligadas.
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Felipe Ribeiro Mascarenhas
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